Projectos

Pedro Abrunhosa
Pedro Abrunhosa

É possível confirmar que, desde sempre, Pedro Abrunhosa escolheu o caminho mais difícil. O que se percebe quando, ao contrário do que é hábito, a sua história pública não começa com uma banda de garagem – no início, contou mesmo o Conservatório. Não começou por ganhar fama na música ligeira, para se aventurar depois em projectos mais ousados. Fez ao contrário.

Entrou na música pela via erudita. Em 1984 foi para Madrid, aprender com o contrabaixista Todd Coolman e os músicos Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood e Steve Brown. E depois com Adriano Aguiar e Alejandro Erlich Oliva, seus mestres de contrabaixo. Foram os anos do jazz. Participou em seminários internacionais, formou bandas, tocou em orquestras, realizou tournées, colaborou com grandes figuras. Fundou a Escola de Jazz do Porto e a “Cool Jazz Orchestra”, que viria a transformar-se em “Pedro Abrunhosa e a Máquina do Som”, que executava temas originais.

A viagem seguinte apresentou os Bandemónio. E o álbum a que chamou “Viagens”, editado em 1994. Um disco de rock cheio de jazz e de vida. O seu percurso musical foi do mais complexo ao mais simples, rumo à depuração da linguagem, com destino à essência das coisas. “Viagens” atingiu a tripla Platina, com mais de 140 mil exemplares vendidos. Pedro Abrunhosa comparecia ao encontro que parecia marcado há muito com as grandes audiências. Tinha algo para lhes dizer, e foi entendido.

Esse pacto com as multidões nunca mais foi quebrado. Em 1995 lança o maxi-single “F” e em 1996 o álbum “Tempo”, que vendeu 80 mil exemplares numa semana. Atingiu a quádrupla Platina, com vendas a ultrapassar os 180 mil. Em 1999 é lançado “Silêncio” e em 2002 “Momento”, respectivamente Platina e dupla Platina. O álbum triplo “Palco”, editado em 2003 com gravações de concertos ao vivo, vendeu mais de 70 mil unidades, e “Intimidade”, DVD editado em 2005 e gravado ao vivo na inauguração da Casa da Música, atinge outro êxito assinalável, em 2007 é editado o álbum “Luz”.

2010 é ano de viragem. Reúne os Comité Caviar, alia-se ao produtor João Bessa, e lança o álbum “Longe”, que atinge o galardão de dupla platina. Canções como “Fazer o que Ainda não Foi feito, “Não Desistas de Mim”, “Pode o Céu Ser Tão Longe”, juntam-se a tantos outros hinos. Durante todo este tempo, esgota todas as salas de espectáculo onde actua e deixa um rasto de mais de 100 concertos, passando ainda pelo Brasil, Angola, Espanha e por França.

Em Dezembro de 2013 é editado o 7.º disco de estúdio de Pedro Abrunhosa, ‘Contramão’. Inclui os singles ‘Toma Conta de Mim’ e ‘Voámos em Contramão’. Contou, mais uma vez com João Bessa na produção e com os músicos do Comité Caviar. ‘Contramão’ foi gravado nos Boom Studios e como convidados especiais, Abrunhosa chamou ainda Camané e o flamenquista catalão Duquende. A digressão de suporte ao disco foi vista por mais de 200 000 pessoas.

Em 2014 o artista reeditou “Viagens”, a propósito do 20º aniversário, acompanhado de uma digressão com datas esgotadas, já em 2015, no Olympia, em Paris, assim como no Luxemburgo. Em Portugal, a digressão ainda se encontra a decorrer, passou pela Meo Arena e esgotou por três noites consecutivas o Coliseu do Porto.

Adaptação Abrunhosa.com